Últimas Notícias
- Fonte de água do Taumaturgo está imprópria para consumo
- Festa de Nossa Senhora Montserrat em Albuquerque
- Hospital São José realiza exame pioneiro
- A história envenenada dos agrotóxicos
- Palavras de Fé: Tome sua cruz de todo dia e siga-me
- Produção Integrada é ampliada para todas as cadeias agropecuárias
- Sábado de tristeza no complexo desportivo Noel Teixeira
- Clayvert Gusmão é tetracampeão brasileiro em Angra dos Reis
- Fluminense e Vasco são os vencedores nos torneios de apresentação de base
- Fluminense conquista o Carioca de Basquete
- DWN/CPT com cinco campeões e quebra de recorde em Friburgo
- Municipal de Futebol começa neste domingo
- Teresopolitano compete a Ultramaratona 24h dos Fuzileiros Navais
- Leilão de arte e antiguidades no Hotel Alpina
- Aluno formado em Medicina pelo Unifeso ganha bolsa para estudar na França
- Ações de “bullying” entre alunos nas portas das escolas
| Na serra |
| Marcos Pereira |
| 05/02/10 |
|
• E aqui, nesta serrinha fria e complicada e meio que abandonada, as pessoas já fazem as contas e chegam a um esquisito número de candidatos a deputado. Mais de quinze, e isto sem contar os de fora, que acabam visitando a cidade e levando a simpatia de algumas centenas de eleitores. Com esta disputa acirrada e fragmentada, não elegeremos ninguém. O ideal seria: os atuais candidatos se reunirem, escolherem, no voto, dois ou três entre eles, e estes seriam os nossos candidatos. Do contrário, é entregar o espaço aos forasteiros. Aqueles que nos abraçam agora e depois de eleitos nunca mais nos olham nos olhos. Aqueles que não sabem onde fica Vidigueiras... Eleições • Chegamos ao fatídico ano de 2010. Na semana passada eu vi pessoas caminhando pelas ruas, cabalando apoio e mostrando vontade de ocupar cargos públicos. E um direito. Podem e devem pedir votos. Podem e devem representar o povo. Mas o povo está querendo saber o que vai acontecer com quem esqueceu desta tarefa e se dedicou apenas a meter a mão no cofre, no bolso alheio. De todos os políticos quer já estão aí, quais, e quantos, você reelegeria? Pense bem, pois dentro em breve os antigos estarão disputando seu voto com os novos. E os discursos serão os mesmos de antes, só que agora, não ter sido enlameado parecerá a máxima virtude. Dúvidas e incertezas • Com a proximidade das eleições, aqui neste fervente e engraçado Brasil, apesar de sofrer com muitas dúvidas, estou me apegando como posso aos textos de Montesquieu, em parte para me ilustrar muito mais, e também me preparando para tentar defender a verdade democrática, com meu simples e magro voto. É preciso acreditar no espírito das leis. É preciso acreditar na vitalidade dos poderes democráticos, poderes que cuidam de mim, em harmonia, ou deveriam cuidar. Tenho fortes e robustas incertezas. Dúvidas e incertezas me habitam. Como habitam o coração de todos os brasileiros. Não sei em quem votar. Votar em José Serra, isso dependeria de seus discursos e de seu vice. Se fosse o Itamar de vice eu poderia pensar no assunto. Votar em Dilma, isso depende de seu desempenho. Ela é um pouco roda presa no palanque. Pode se dar o mesmo no exercício da presidência. Assim, vejo o carnaval chegar e não sei como será minha fantasia. Uma certeza apenas: de palhaço não saio nunca mais... Grandes líderes • Buda não procurou aparecer. Até se escondia. Maomé era discreto. Bastante. Cristo nunca deu declarações aos historiadores da época. Todos, os verdadeiros líderes, foram caladões e sensatos. Cristo, Buda e Maomé construíram as bases de grandes religiões. Ou melhor: nós, doidamente até e levianamente em certos casos, construímos religiões baseadas neles e em seus pensamentos e ensinamentos. Os três não queriam aparecer, como se fossem participantes do BBB. Agora, neste atual século de vazio e incapacidade e mediocridade, qualquer um bobo quer ser líder, comandante, mito, dono da cocada preta, bem antes de morrer, e qualquer um se arvora defensor eterno dos povos, seus corpos e suas almas. Serão esquecidos no outro dia. Coisa mais irritante do mundo é o discurso do populista. |
